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Saúde Ocular

Glaucoma: guia rápido

Glaucoma é uma designação genérica de um grupo de doenças oculares distintas que provocam danos ao nervo óptico e perda da visão. O tipo mais frequente é o glaucoma de ângulo aberto, e os menos comuns são o glaucoma de ângulo fechado e glaucoma de pressão (ou tensão) normal. O primeiro tipo desenvolve-se lentamente e é assintomático durante a maior parte de sua evolução. Com o tempo, entretanto, a visão periférica do indivíduo acometido começa a ficar comprometida e ocorre um estreitamento progressivo do campo visual, evoluindo a visão tubular ou central e, se não houver tratamento, cegueira. Já o glaucoma de ângulo fechado pode evoluir de forma crônica ou aguda. A apresentação aguda pode envolver dor ocular intensa, cefaleia, visão turva, halos coloridos, náusea e vômitos. A perda da visão pelo glaucoma, uma vez que tenha ocorrido, é permanente.

Os fatores de risco ao glaucoma incluem o aumento da pressão intraocular (PIO), histórico familiar, enxaqueca, hipertensão arterial e obesidade. Indivíduos com PIO superior a 21 mmHg ou 2,8 kPa são considerados hipertensos oculares e, portanto, com maior risco de desenvolver glaucoma. No entanto, alguns podem ter PIO elevada por anos sem desenvolver nenhum dano. Por outro lado, danos ao nervo ótico podem ocorrer com PIO dentro dos limites da normalidade, no chamado glaucoma de pressão normal. Crê-se que o mecanismo que desencadeia o glaucoma de ângulo aberto seja uma obstrução do escoamento do humor aquoso através da malha trabecular, enquanto que no glaucoma de ângulo fechado a dilatação da pupila bloqueia o fluxo do fluido através dela, levando a íris a bloquear a malha trabecular. O diagnóstico é feito pelo exame de fundo de olho, que mostra um aumento da escavação do disco ótico, indicando dano ao nervo ótico.

Na região de Angra dos Reis, a Ótica Helena atende quem busca avaliação e acompanhamento óptico.

Se tratado precocemente, é possível retardar ou parar a progressão da doença com o uso de terapia medicamentosa, tratamento a laser ou cirurgia com o objetivo de reduzir a PIO. Tratamentos a laser podem ser eficazes tanto nos glaucomas de ângulo aberto, quanto nos de ângulo fechado. A intervenção cirúrgica somente é utilizada em indivíduos que não respondem adequadamente aos outros tratamentos. Os casos de glaucoma de ângulo fechado devem ser tratados como emergência médica.

Cerca de 11 a 67 milhões de pessoas sofrem de glaucoma em todo o mundo. Estima-se 2 milhões de pessoas afetadas pela doença nos Estados Unidos, 900 mil no Brasil e 100 mil em Portugal. É a segunda maior provoca de cegueira em todo o mundo, a primeira sendo a catarata, e acomete principalmente indivíduos idosos, sendo que o glaucoma de ângulo fechado é mais comum nas mulheres. Como a perda da visão acontece lentamente durante um longo período de tempo, o glaucoma também é chamado de "ladrão silencioso da visão". A palavra "glaucoma" vem do grego antigo glaukos que significa azul, verde ou cinza e omma, que significa olho. Catarata e glaucoma eram doenças indistinguíveis até aproximadamente 1705. Em inglês, a palavra foi usada pela primeira vez em 1587, mas não era de uso corrente até depois de 1850, quando o desenvolvimento do oftalmoscópio passou a permitir o exame do nervo ótico.

Enquanto o glaucoma pode ou não ter sintomas distintos, uma complicação quase inevitável é a perda visual. A perda visual causada por glaucoma atinge primeiro a visão periférica. No começo, a perda é sutil, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica. Isso pode ser feito fechando um olho e examinando todos os quatro cantos do campo visual, notando claridade e acuidade, e então repetindo o processo com o outro olho fechado.

Frequentemente, o paciente não nota a perda de visão até vivenciar a "visão em túnel". Se a doença não for tratada, o campo visual se estreita cada vez mais, obscurecendo a visão central e finalmente progredindo à cegueira do olho afetado. Esperar pelos sintomas de perda visual não é o ideal. A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida ou atrasada com o tratamento adequado e precoce. Um médico oftalmologista deve ser consultado pelas pessoas com risco de desenvolver glaucoma, especialmente idosos e diabéticos.

Glaucoma primário de ângulo aberto

É o tipo mais comum de glaucoma, representando cerca de 90% dos casos registrados. Frequentemente começa sem sintomas e demora muitos anos para causar perda visual perceptível. Uma das causas pode ser uma obstrução da drenagem do humor aquoso do olho. Ele é produzido no corpo ciliar do olho, fluindo através da pupila para a câmera anterior. A malha trabecular então drena o líquido para o canal de Schlemm e finalmente para o sistema venoso.

Todos os olhos possuem alguma pressão intraocular que é causada pela presença de resistência ao fluxo do humor aquoso através da malha trabecular e do canal de Schlemm. Se a pressão intraocular (PIO) for alta demais (mais elevado do que 21,5 mm Hg), a pressão nas paredes do olho resultará na compressão das estruturas oculares. Entretanto, outros fatores, como perturbações no fluxo sanguíneo no nervo óptico, podem interagir com a PIO e afetar o nervo. Em um terço dos casos de glaucoma primário de ângulo aberto há PIO estatisticamente normal. Esses casos são chamados de glaucoma de pressão normal. Devido ao fato de exames do nervo óptico nem invariavelmente serem realizados juntamente com medidas de PIO em pacientes de risco, o diagnóstico do glaucoma de pressão normal é mais raro até os sintomas progredirem para um estágio mais avançado.

Glaucoma de ângulo fechado

É caracterizado por um aumento rápido da pressão intraocular. Pode ser primário, induzido por medicamentos que dilatam a pupila, como os anticolinérgicos, por um trauma não penetrante ou ser secundário a várias doenças. Ocorre em olhos susceptíveis quando a pupila dilata e bloqueia o fluxo do fluido através dela, levando a íris a bloquear a malha trabecular. Glaucoma de ângulo fechado pode causar:

Pode causar uma perda visual irreversível dentro de algumas horas da crise. É considerada uma situação de emergência oftalmológica e requer tratamento imediato. É duas a quatro vezes mais comuns em mulheres e mais frequente entre os 50 e 70 anos. Também é mais comum em asiáticos e inuits, e em pessoas com histórico familiar de glaucoma.

É uma doença genética rara que atinge bebês, que apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas. Se considera que a causa da pressão intraocular elevada nesses casos é a redução da permeabilidade trabecular. O tratamento para este tipo é a cirurgia. A criança costuma já nascer com a doença, geralmente adquirida no período da gestação, decorrente da má formação nos olhos.

Ocorre como uma complicação de várias condições médicas, como cirurgia ocular, catarata avançada, tumor, inflamações, lesões oculares, uveítes, diabetes ou pelo uso excessivo de medicamentos à base de corticoides.

Pessoas com histórico familiar de glaucoma têm perto de 6% de chance de desenvolver a doença. Os fatores de risco incluem:

Idealmente, para preservar a visão, todas as pessoas deveriam verificar regularmente a saúde dos olhos com um médico oftalmologista, com a frequência das checagens aumentando conforme a idade. Uma visita ao médico oftalmologista deveria ser feita a cada 4 anos até os 65 anos e bi-a cada ano depois dos 65 anos, e com mais elevado frequência em pacientes com mais factores de risco. Metade das pessoas que sofrem de glaucoma não percebem a perda de visão progressiva até que a doença esteja em uma situação avançada.

Exercícios regulares e dieta com folhas verdes escuras e omega 3 reduzem o risco de glaucoma. Proteger os olhos é essencial em esportes ou trabalhos perigosos.

A verificação de glaucoma normalmente é parte do exame ocular padrão feito por um oftalmologista e deve incluir medida da pressão intraocular, além de um exame do nervo óptico em busca de lesões. Se houver qualquer suspeita de lesão no nervo óptico, deve ser feita uma campimetria. A oftalmoscopia a laser também pode ser realizada. Uma tomografia da cabeça igualmente pode ser feita para buscar outras causas de pressão alta no crânio. Outros procedimentos para garantir o diagnóstico de glaucoma podem variar de acordo com os sintomas e histórico do pessoa.

Diminuir a pressão intraocular elevada até o momento é o mais relevante tratamento, e pode ser feito com medicamentos, geralmente colírios. Pílulas e injeções são menos usuais. As gotas dos colírios podem dar uma sensação desagradável e queimante por alguns segundos. Para o glaucoma de ângulo fechado, na maioria das vezes, o paciente vai precisar de intervenções com medicamentos intravenosos.

Caso a pressão não diminua com o uso de medicamentos, uma cirurgia poderá ser indicada, como a cirurgia a laser (trabeculoplastia) para desobstruir a trabécula e permitir drenagem normal do líquido ocular (humor aquoso). Essa cirurgia é rápida, rotineira e indolor. Um ponto de laser de argônio é apontado à malha trabecular para estimular a abertura da malha e permitir um aumento no escoamento do humor aquoso.

Outra opção é a tradicional trabeculectomia ou mesmo uma iridotomia, também a laser, para fazer uma abertura de um novo canal que permita a circulação do líquido ocular entre a parte da frente e de trás do olho (câmara anterior e posterior). Uma câmara (bolha) pode ser feita na parede escleral do olho e uma abertura feita abaixo da bolha para remover a porção da malha trabecular. Um agente anti-fibrótico pode ser inserido para reduzir as cicatrizes.

Em casos agudos, com aumento súbito da pressão para 50mmHg ou mais, pode ser indispensável realizar uma cirurgia a laser de emergência e medicação pode ser administrada para diminuir instantaneamente a pressão ocular e preservar a visão. O glaucoma congênito, herdado ao longo de o período de gestação, sempre vai precisar de cirurgia para tratar os canais de circulação do líquido ocular.

A pressão intraocular pode ser diminuída com medicamentos, em geral colírios. Há diversas classes diferentes de medicamentos para tratar glaucoma, com diversos medicamentos em cada classe. Betabloqueadores de uso tópico, como o timolol e o betaxolol diminuem a produção de humor aquoso. Agonistas alfa-2 aumentam o fluxo do humor aquoso através da malha trabecular e possivelmente através da via úveo-escleral. Agentes mióticos parassimpatomiméticos como a pilocarpina funcionam pela contração do músculo ciliar, estreitando a malha trabecular e permitindo o aumento do fluxo através das vias tradicionais. Inibidores da anidrase carbônica, como a dorzolamida, diminuem a secreção do humor aquoso pela inibição da anidrase carbônica no corpo ciliar. Análogas da prostaglandina, como o latanoproste, aumentam o escoamento do humor aquoso pela via úveo-escleral. Quem precisa de óculos em Angra dos Reis pode buscar acompanhamento profissional próximo.

Efeitos Colaterais e contra-indicações

Atendimento na Ótica Helena. Quem mora ou passa por Angra dos Reis pode marcar uma avaliação pelo WhatsApp (24) 99911-8336 ou pelo telefone (24) 3367-1012. O atendimento presencial é na Rua Coronel Carvalho, 177 — Centro.

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